Heated Rivalry / Rivalidade Ardente
Finalmente estreia no Brasil
A série acompanha Shane Hollander e Ilya Rozanov, interpretados pelos atores Hudson Williams e Connor Storrie, dois dos maiores nomes do hóquei profissional que vivem uma rivalidade dentro do gelo e uma paixão ainda mais intensa, quando ninguém está olhando. O contraste entre eles é metade do charme da história, pois enquanto Shane é todo certinho, reservado, o famoso “garoto de ouro” do esporte, Ilya é pura provocação, impulsivo, cheio de humor ácido, o famoso “garoto problema”.


Conforme os episódios passam, a série não fica só no romance secreto (embora isso já rendesse muito conteúdo por si só). Ela mergulha em temas como masculinidade no esporte, pressão da mídia, identidade e vulnerabilidade, tudo sem perder o ritmo. A química entre os atores é absurda, daquele tipo que faz você acreditar em cada olhar atravessado e cada momento roubado longe dos holofotes.
A produção também sabe equilibrar drama e leveza, entregando cenas emocionantes sem pesar a mão. A série foi criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney para o canal Crave, é adaptada dos livros da Rachel Reid a quem ele acompanha há anos e diz ser um fã da série de livros. E dá pra sentir isso, pois o coração da história está todinho ali, nos diálogos afiados e no cuidado em mostrar a evolução dos personagens.
Mas se você nunca ouviu falar da série Game Changers, pode ir sem medo. A adaptação funciona super bem como porta de entrada e te joga nesse universo de um jeito tão natural que quando você percebe, já está completamente envolvida.
Com episódios curtos e viciantes, Heated Rivalry ou Rivalidade Ardente, como ficou adaptada no Brasil, virou rapidamente um dos assuntos mais comentados do momento e não foi à toa. A série conquista pela autenticidade do romance e pela forma sensível (e necessária) como retrata um relacionamento LGBTQIA+ dentro de um ambiente esportivo que, convenhamos, ainda é bem conservador.

Nos dois primeiros episódios, a gente acompanha o comecinho da carreira dos dois jogadores e vê como essa “rivalidade” muito mais criada pela mídia do que por eles, foi crescendo ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, a relação entre Shane e Ilya também começa a tomar forma, primeiro só na base da atração física, sem grandes expectativas, mas logo fica claro que tem muito mais coisa ali.

E parte dessa profundidade vem justamente das vidas pessoais completamente diferentes que eles levam. Shane tem uma família super presente, que o acompanha em cada passo e faz questão de estar com ele. Já Ilya… bom, a realidade dele é bem mais complicada. Ele precisa lidar com um irmão que só aparece quando quer dinheiro e um pai que não perde a chance de chamá-lo de “preguiçoso” ou “vergonha” do país sempre que ele não entrega uma vitória. É impossível não sentir o peso disso tudo enquanto a história avança.
No terceiro episódio, somos apresentados com mais calma ao Scott Hunter, um personagem que aparece rapidinho nos primeiros capítulos, mas que aqui ganha um episódio inteiro só pra ele. A trama mergulha na vida do Scott e na relação dele com Kip Grady – vividos pelos atores François Arnaud e Robbie Graham–Kuntz – um vendedor de smoothies, estudante de arte e história. Mostrando um romance vivido totalmente em segredo já que Scott é um jogador gay não assumido. O episódio explora como esse segredo, que ele carrega por anos, acaba afetando sua rotina, sua carreira e principalmente esse novo relacionamento que surge de forma tão inesperada quanto intensa. E não, esse episódio não é por acaso, ele na verdade é mega importante para o desenrolar do relacionamento entre Shane e Ilya.

Os últimos três episódios estão previstos para sair no dia 20/02, mesmo que você (assim como eu) já tenha assistido por meios nada convencionais (cof cof, internet sendo a maravilhosa internet) se puder, dê aquele view oficial na HBO Max que traz a versão dublada, legendada e original. A segunda temporada já está mais do que confirmada e a gente torce pra que, dessa vez, o lançamento seja simultâneo pra evitar surtos coletivos e maratonas clandestinas às três da madrugada (kkkkkk, abafa).
No fim das contas, Heated Rivalry / Rivalidade Ardente é exatamente o tipo de série que chega de mansinho, te pega pela mão e quando você percebe já está emocionalmente comprometida com dois jogadores de hóquei que nem existem na vida real. Se você gosta de romance, drama, rivalidade e personagens que te irritam, mas te fazem suspirar ao mesmo tempo, essa é a sua nova obsessão. Agora é esperar pelos próximos episódios, então volto depois com spoilers e muito mais, te vejo no próximo post!
Um comentário
Emilia
Amei a resenha, a sére é inclível como nunca fizeram algo assim antes. Vivendo por mais.