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Daisy Jones & The Six

Todo mundo conhece Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora.

Esta é história de uma menina de Los Angeles que sonhava em ser uma estrela do rock e de uma banda que também almejava seu lugar ao sol. E de tudo o que aconteceu ― o sexo, as drogas, os conflitos e os dramas ― quando um produtor apostou (certo!) que juntos poderiam se tornar lendas da música.

Neste romance inesquecível narrado a partir de entrevistas, Taylor Jenkins Reid reconstitui a trajetória de uma banda fictícia com a intensidade presente nos melhores backstages do rock’n’roll.

O livro retrata as alegrias e os dramas de se fazer parte de uma das maiores bandas em ascensão no fim da década de 70, tendo Daisy e Billy como o fenômeno musical do momento com suas vozes potentes e únicas e letras compostas no calor da paixão pela música e por tudo que não podem ter.

Tudo é narrado como se fosse um documentário real, mas não se engane, apesar da sensação constante a cada virar de páginas de que Daisy e a banda The Six realmente existem, é tudo ficção. 

A autora teria tido contato pela primeira vez com a banda de rock dos anos 70 Fleetwood Mac em sua adolescência nos anos 90. Isso serviu para inspirar na criação do livro:

“Quando decidi que queria escrever um livro sobre rock ‘n’ roll, continuei voltando para aquele momento em que Lindsey assistiu Stevie cantar ‘Landslide’. Como parecia tanto com duas pessoas apaixonadas. E, no entanto, nunca saberemos verdadeiramente o que aconteceu entre eles.”

O livro fez tanto sucesso que rendeu até uma adaptação em formato de série e você encontra Daisy Jones and The Six no Prime Video.

Sou muito suspeita a falar sobre esse livro eu amei a leitura. Já tinha o livro desde o seu lançamento, mas sempre fui colocando outros na frente e nunca chegava o dia certo de ler ele, acho que fiz o certo, pois assim que saiu o dia de estreia da série corri para ler pensando que caso não gostasse eu provavelmente iria gostar da adaptação e quebrei a cara, pois amei o livro e a adaptação… Bom isso é tema para outro dia.

Se você assim como eu acha que não vai gostar do livro eu peço que dê uma chance, a leitura é gratificante no final, e caso você já tenha lido e não gostou, então dê uma chance a adaptação, pois assim talvez você tenha outra percepção. 

Mais abaixo deixarei minha resenha com spoilers da trama e para quem já leu e desejar saber minha opinião mais a fundo dos personagens e claro quiser debater suas opiniões também, basta continuar a leitura, agora se você ainda não leu e não deseja ler spoilers agradeço sua atenção até aqui e volte depois de concluir a leitura para ver se pensamos as mesmas coisas ou temos pensamentos totalmente diferentes!

Nota:

⭐⭐⭐⭐⭐ + 💗

Pequena resenha com spoiler, leia por sua conta e risco!

Esse livro me arrebatou, sério acho que nunca li algo tão emocionante e ao mesmo tempo real.
Daisy Jones & The Six faz você achar que tudo que você lê é real e aconteceu de fato, é um esforço constante ter que lembrar que tudo não passa de ficção.
Achei os personagens reais e complexos, posso falar com tranquilidade que amar só amei um deles que não foi ninguém menos que a Karen Karen, essa personagem é o típico ideal de pessoa que nasceu na época errada, ela traz a lucidez e pelos olhos dela conseguimos prestar atenção a detalhes da personalidade de outros personagens que não ficam tão claros ao decorrer da trama.
Daisy e Billy são os personagens mais complexos que dificilmente você ama de primeira, segunda, terceira ou quantas vezes mais, mas a Taylor sabe e faz de propósito eles serem tão reais e humanos que no fim você apenas concorda que se eles fossem diferentes do que são nada teria sido tão bom.
Muita gente reclama que o livro não fala sobre um romance de fato entre pessoas e sim entre eles e a música e eu discordo totalmente desse pensamento, a paixão e o amor de Billy e Daisy Jones é tão palpável que não entendo quem não consegue sentir a atração deles um pelo outro, aquele sentimento constante de “eles serão um casal e tanto se ficarem juntos”.
Também fica claro que não tem como eles ficarem juntos, não enquanto a cada dia a Daisy se afunda nas drogas e o Billy luta para ficar sóbrio e presente para sua família, é até um pouco egoísta achar que eles devem ficar juntos, não importa as consequências que virão.
Acho importante destacar a Camila, esposa do Billy, esse não é um personagem que detesto, mas também não é aquele ao qual tenho amor, meus sentimentos por ela são muito misturados. 
Amo o que ela faz com a amizade com a Karen, como ela ajuda a Daisy e principalmente como ela lida com o Billy, porém não consigo fingir que não percebi o quanto a manipulação dela afetou a vida de todos ali, principalmente da Daisy e do Billy.
Quando finalizei a leitura antes da página final, do e-mail da Camila, senti que aconteceu o que tinha que acontecer e tudo bem a vida seguiu e cada representante daquela banda conseguiu lidar com todas as escolhas feitas antes e depois do sucesso estrondoso que eles foram. 
Porém, todo esse meu sentimento se desfez quando realizei a leitura do e-mail da Camila e percebi o quanto ela foi manipuladora para ter a vida a qual queria, com a família que escolheu e o principal ao lado do homem ao qual amou.
Desde o início achei que a Camila merecia mais e sabia disso e aceitava aquilo que era dado para ela ou que estava ali ao alcance das suas mãos, mas também sei que ela é retratada como uma mulher da década de 70, onde as expectativas e visão de futuro são completamente diferentes da minha percepção de agora no século 21.
Não consigo não achar tudo legal, após ler ali naquele e-mail que ela libera, finalmente, o Billy para ir até a Daisy, não é segredo que ela sabia desde aquele último show da banda o quanto ele estava a ponto de perder o controle e ficar com a Daisy, as drogas o álcool. 
Ela sabia que o estava perdendo ali e pior também sabia que ele não a deixaria, por que o sentimento de culpa que carregava por tudo que a fez passar durante a gravidez da Julia era algo ao qual ele odiava e usaria isso contra ele se fosse preciso.
Vejo muita gente a defender, como se ela fosse uma vítima o tempo todo, mas muitos se enganam com o jeitinho que só ela tem de manipulação o que acho que é um grande feito da Taylor, ela foi grandona com esse personagem, ela foi grandona!  

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